terça-feira, 10 de agosto de 2010

CINCO RAZÕES PARA NÃO COMER CARNE

A carne de animais traz muito mais prejuízos do que benefícios ao corpo humano,
que não foi projectado para processá-la. De lenta digestão e repleta de toxinas, ela
sobrecarrega o nosso metabolismo, causa doenças e encurta o nosso tempo de vida.

1. Características anatómicas e fisiológicas

A dieta de qualquer animal corresponde à sua estrutura fisiológica. Analisando a
anatomia e a fisiologia dos animais carnívoros e dos seres humanos, percebemos as
diferenças que justificam a alimentação de cada um.

Os carnívoros não têm dentes para trituração, pois a carne não precisa ser mastigada.
Apresentam glândulas salivares pequenas; a saliva que produzem é ácida e não tem
ptialina, a enzima que pré-digere os cereais. No estômago encontramos ácido
muriático, que dissolve os músculos e ossos. Por fim, os carnívoros transpiram pela
língua e não têm poros na pele. Essa é uma característica que está associada ao hábito
de caçar durante a noite, quando é mais frio; durante o dia, quando é quente, os
caçadores passam a maior parte do tempo a dormir.

Já os seres humanos não têm os dentes afiados necessários para rasgar a carne, mas
têm os molares, que trituram alimentos fibrosos como cereais e vegetais. As suas
glândulas salivares, bem desenvolvidas, produzem uma saliva alcalina rica em
ptialina, enzima necessária à pré-digestão de alimentos de origem vegetal. Os seus
ácidos estomacais são 20 vezes mais fracos do que os dos carnívoros.

Os intestinos humanos, cujo comprimento é 12 vezes a altura do corpo, podem ser
longos porque os alimentos vegetais não apodrecem tão rápido e, assim, são
eliminados pelo corpo mais lentamente. Como os animais herbívoros, que
permanecem muito tempo ao sol a colher o seu alimento, os humanos têm poros na
pele para realizar a troca de calor com o ambiente por meio da transpiração.

Além das diferenças fisiológicas e anatómicas, há também as comportamentais.
Somos desprovidos do instinto do animal carnívoro, que saliva ao sentir o cheiro de
carne crua. Não costumamos farejar nem atacar seres vivos e estraçalhá-los; na
verdade, preferimos deixar que outros matem os animais que comeremos e
destrinchem os seus corpos. Em vez de comer carne crua, preferimos cozinhá-la,
assá-la, fritá-la e disfarçá-la com todo tipo de molhos e temperos para que ela não
guarde nenhuma semelhança com o seu estado original. Em compensação, salivamos
ao ver uma fruta madura e sentir o seu perfume, e mesmo que não tenhamos fome
somos capazes de comê-la simplesmente porque ela é saborosa.

2. Ingestão de substâncias tóxicas

Pesquisas realizadas com vegetarianos mostram que a incidência de cancro entre eles
é bem menor do que entre pessoas que comem carne. A expectativa de vida nos
vegetarianos também é maior.

As bactérias dos intestinos de quem come carne reagem com os sucos digestivos,
formando substâncias químicas que são suspeitas de causarem cancro. Isso pode
explicar porquê a incidência de cancro do intestino é maior em regiões onde há um
grande consumo de carne, como na América do Norte e Europa Ocidental, e rara em
países mais vegetarianos como a India.

Existe uma correlação entre a ingestão de carne e a incidência de problemas
cardiovasculares. As gorduras animais não são bem desdobradas no corpo humano.
Elas começam a sedimentar-se nos vasos sanguíneos e dificultam a circulação do
sangue, gerando a arteriosclerose. Com isso há uma sobrecarga do coração, que
precisa trabalhar mais para bombear o sangue através das veias obstruídas, e o quadro
evolui para hipertensão arterial, enfartes e derrames.

As pessoas que alimentam-se de carne estão também a ingerir uma série de
substâncias químicas, a começar pelas hormonas e anabolizantes ministrados aos
animais para acelerar a engorda; os agrotóxicos, venenos e detritos encontrados nas
rações e pastagens e que se acumulam nos tecidos do animal durante anos; as
toxinas, como a adrenalina, descarregadas no sangue do animal aterrorizado ante a
morte; e também os conservantes que os frigoríficos adicionam às carnes para que
elas mantenham o aspecto fresco por mais tempo.

Assim que um animal é morto, um processo químico é deflagrado para levar o seu
corpo ao processo de putrefação. Pelo tempo transcorrido entre o matadouro e a
mesa, pode-se imaginar o estado de decomposição da carne servida no jantar. E ainda
há os cinco dias que ela passa no interior do sistema digestivo que, como já foi citado
anteriormente, não foi feito para digeri-la.

A carne crua é extremamente contaminada por bactérias, podendo causar infecções.
Frequentemente bactérias patogénicas não são destruídas nem mesmo pelo
cozimento, em especial se a carne for preparada "mal passada". E lesões cutâneas
produzidas com facas em contacto com a carne podem produzir infecções.

Quem come carne está sujeito a ter contacto com doenças não detectadas ou mesmo
ignoradas pelos criadores de animais de corte. Frequentemente, se um animal tem um
tumor nalguma parte do corpo, ela é extraída e o resto do corpo é colocado no
mercado. Às vezes, os próprios tumores são incorporados à preparação de embutidos
e passam a ser chamados de "partes". Experimentalmente, descobriu-se que se o
fígado de uma animal doente for usado como alimento de peixe, este adquirirá
cancro.

3. Prejuízos ao metabolismo

Entre os resíduos indesejáveis acumulados no organismo dos comedores de carne,
destacam-se a ureia e o ácido úrico. Um médico americano, ao analisar a urina de
comedores de carne e de vegetarianos, constatou que os rins dos carnívoros têm de
trabalhar 3 vezes mais do que os dos vegetarianos para eliminar compostos de
nitrogénio encontrados na carne. Enquanto jovens, os rins conseguem suportar esta
carga extra, mas, à medida em que envelhecem e tornam-se prematuramente
cansados, o ácido úrico que não conseguem processar deposita-se no corpo: nos
músculos, onde endurecem e formam cristais; nas articulações, provocando os
dolorosos problemas de reumatismo, artrite e gota; e nos nervos, resultando em
neurites e ciática.

Como o nosso sistema digestivo não foi projectado para uma dieta de carne, e esta
tem um teor extremamente baixo de fibras, as funções intestinais são prejudicadas e
surge assim a obstipação. A carne move-se quatro vezes mais lentamente do que
cereais e legumes através do sistema digestivo. Pesquisas concluíram que o padrão
saudável de eliminação requer uma grande quantidade de fibra para prevenir doenças
tais como apendicite, diverticulite, cancro do cólon, obesidade etc..

4. Razões sociais e éticas

A carne é o alimento mais antieconómico e ineficiente que existe. O custo de meio
quilo de proteína de carne é 20 vezes mais alto do que o de uma proteína de vegetal
de igual capacidade nutritiva. Das proteínas e calorias com que alimentamos os
animais de corte, apenas 10% são recuperados na carne que comemos, o que
significa um desperdício de 90%.

As terras usadas como pastagens seriam mais produtivas se utilizadas para a plantação
de cereais, legumes, verduras e frutas para consumo do homem. Um acre de terra
usado para o cultivo da soja gera 17 vezes mais proteínas que a mesma área usada na
criação de gado. Já o consumo de água para a manutenção de uma criação é 8 vezes
maior do que a necessária para irrigar um plantação.
Conclusão: enquanto milhões de pessoas em todo o mundo passam fome, grandes
extensões de terra são usadas para a criação de animais para o fornecimento da carne
que lentamente destrói o corpo de quem dela se alimenta.

Mas, certamente, uma das mais fortes razões para não comer carne é a de que não
devemos tirar a vida, nem mesmo de um animal. É preferível retirar o alimento do
reino vegetal, cuja consciência é pouco desenvolvida, do que do reino animal, que
tem uma consciência mais desenvolvida.

5. Uma questão de energia vital

O princípio da energia vital afirma que certos alimentos contém mais força vital
(prana) do que outros. A importância da vitalidade nos alimentos era reconhecida por
Pitágoras, que dizia: "Apenas alimentos vivos e frescos podem dar condições ao
homem de aprender a verdade".

Sabemos que toda a vida depende da energia do sol, e esta é armazenada nas plantas
verdes, nas frutas, castanhas, cereais, etc. Quando comemos estes alimentos,
consumimos energia solar directamente. Noutras palavras, alimentamo-nos de comida
"viva" com quase toda energia solar ainda intacta. Muitas plantas retém a sua energia
vital por muitos dias após serem colhidas, sendo ainda capazes de brotar e crescer.
Por milhares de anos os iogues e os sábios têm nos ensinados que tanto a mente
quanto o corpo são profundamente influenciados pelo que comemos."Você é o que
come", diz o ditado.

E os nossos antepassados, será que comiam carne? Não! Eles eram vegetarianos e não
comiam carne, excepto em situações de extrema necessidade. Alguns cientistas,
inclusive Charles Darwin, concordam que os primeiros seres humanos eram
comedores de frutas e legumes, e que a nossa anatomia não mudou ao longo da
história. O cientista sueco Von Linné afirma: "A estrutura interna e externa do
homem, comparada a dos outros animais, mostra que legumes e frutas constituem o
seu alimento natural".

Foi apenas durante a última Era Glacial, quando a sua dieta normal de frutas e
legumes se tornou inacessível, que os primeiros seres humanos tiveram que começar
a comer carne de animais para sobreviverem. Infelizmente o costume continuou
depois da Era Glacial, seja por necessidade (caso dos esquimós e tribos que moram
no extremo norte), por hábito ou por falta de conhecimento.

(desconheço o autor mas um Grande ObrigadA por este artigo)

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