domingo, 20 de novembro de 2011

eu sou outro você

Uma mensagem de Aluna Joy Yaxk’in, 2 de Dezembro de 2007

Na tradição dos Maias, há um cumprimento que muitas pessoas que trabalham com a sabedoria Maia conhecem. É a lei In Lak’ech Ala K’in, que significa eu sou outro você (uma interpretação moderna). Também significa eu sou você, e você é eu (uma interpretação tradicional Maia).

Temos vindo a entender que esta saudação Maia é uma honra para o outro. É uma afirmação de união e de unidade. In Lak’ech Ala K’in espelha o mesmo sedimento de outras lindas saudações como Namasté para a Índia Oriental, Wiracocha para os Incas e Mitakuye Oyasin para os Lakota.

Não importa de que cultura vindes. Mas quando uma destas saudações sagradas é dada, há sempre um movimento de colocar as mãos sobre o coração.

Quanto mais ando no caminho dos Maias, mais compreendo a profundidade que In Lak’ech Ala K’in ensina. O cumprimento tornou-se mais do que um simples, honorável cumprimento.

Ele evoluiu para um código moral, e para uma forma de criar uma realidade positiva para toda a vida. Como nos aproximamos de 2012 com todas as suas destruições e profecias sombrias, temos uma obrigação moral para com o Espírito de viver no código de In Lak’ech Ala K’in.

É do conhecimento comum de hoje em dia que cada ação que tomamos nas nossas vidas afeta todas as coisas vivas. Entendemos que, se agirmos negativamente, as nossas ações terão um impacto negativo em toda a vida.

Quando agimos de maneira positiva, afetamos toda a vida de uma maneira positiva. Quando vivemos no código Maia do In Lak’eck Aka K’in, sabemos que cada ação que empreendemos é por respeito para com toda a vida, e estamos a viver e a dar dos nossos corações.

Podemos dar os nossos corações de uma maneira positiva todos os dias dizendo In Lak’ech Ala K’in uns aos outros, às árvores, ao céu, aos pássaros e às estrelas. Podeis saudar cada nascer do sol dizendo In Lak’ech Ala K’in.

Cada e todos os dias que temos juntos são sagrados, então reconhecei este dia dando o vosso coração. Lembrai-vos que, quando dais desta maneira, estais também a dar-vos a vós próprios! Não estais a dar a vossa energia para algo separado de vós. Estais a dá-la a outra parte de vós mesmos!

Eu compreendo o desafio de permanecerdes positivos nestes dias em que a energia está tão comprimida que nós mal podemos respirar, mas há um simples exercício que pode mudar tudo isso à volta para vós. A cada dia, caminhai na gratidão simplesmente.

Podemos dizer In Lak’ech Ala K’in ao que nos dá a vida todos os dias, e esse é o coração do Grandioso Espírito. Em vez de somente aproveitardes o Grandioso Espírito quando pedis por conhecimento e orientação, dai de volta o vosso coração, amor e apreciação.

Ficareis surpreendidos com os resultados. Se nós abrirmos os nossos corações e enviarmos gratidão, isso abre todas as portas que estavam anteriormente fechadas para nós. Lembrai-vos que sois uma parte do Grandioso Espírito! Quando dais ao Grandioso Espírito estais a dar-vos a vós próprios.

Podemos praticar o In Lak’ech Ala K’in incansavelmente porque quando e o que damos aos outros é darmos energia a nós próprios. Quando damos, recebemos. Então, como sabemos se estamos a dar corretamente? É realmente simples.

Quando somos energizados pela nossa dádiva, sabemos que estamos a dar do nosso coração e do código do In Lak’ech Ala K’in. Se nos sentimos esgotados ou exaustos, é possível que tenhamos dado por medo, falta, obrigação, ego ou uma necessidade de ser aceite ou gostado.

Quanto mais se pratica o In Lak’ech Ala K’in, mais claras se tornam as nossas motivações em relação às nossas ações, e mais vamos receber. Lembrai… o que vai vem exatamente do mesmo modo que foi enviado. Se não gostais do que a vida vos está a enviar, olhai para o que estais a enviar à vida.

Quando começamos a praticar o In Lak’ech Ala K’in, mais dos vossos antigos modos de dar não vos servirão mais. Por exemplo, não podemos mais agir como vítimas e não podemos viver com medo também. Descobrimo-nos a não nos preparamos mais para o desastre; em vez disso, antecipamos um futuro glorioso.

É tempo de reescrevermos as profecias. Elas ficaram obsoletas. O passado irá tornar-se apenas um sonho mau e o futuro irá tornar-se uma maravilhosa visão do que nós vamos criar neste momento.

Quando praticamos In Lak’ech Ala K’in, deixamos de ser neutros no nosso mundo porque compreendemos que o Espírito trabalha com os que tomam medidas.

Começamos a tomar medidas ao acrescentarmos à experiência positiva desta dimensão. Então, que tipo de trabalho quereis? Não fiqueis sentados apenas à espera que o mundo apareça na vossa frente. O Espírito ajuda aqueles que se ajudam a si mesmos. É conosco.

Quando praticamos o código moral do In Lak’ech Ala K’in, estamos a produzir e a enviar a energia positiva e vital que pode, literalmente, transformar o nosso conturbado mundo num Paraíso. Quando vivemos do In Lak’ech Ala K’in, estamos a colocar em prática a nossa capacidade natural de criar a nossa realidade.

Estamos a afetar a consciência coletiva da humanidade de uma maneira positiva. Os Maias Cósmicos, também conhecidos como as “Estrelas Anciãs” ou “Conselho Invisível”, compreenderam este poder natural para criar a sua realidade.

Os seus calendários sagrados mapearam as leis naturais do universo. Agora, é a nossa vez de chegar a este entendimento. Chegou a hora de nós mudarmos o mundo.

Quanto mais a humanidade começar a viver no In Lak’ech Ala K’in, menos vamos pensar em termos da nossa separação. Não pode haver competição, ciúmes ou inveja entre nós, porque somos pedaços uns dos outros. Podemos partilhar e ajudar-nos uns aos outros com as nossas conexões, idéias e recursos sem medo que não haja o suficiente para andarmos por aí.

Quando vivemos na realidade da unidade, abundância e inteireza, haverá unidade, abundância e inteireza! Quanto mais de nós participarmos na criação de um mundo melhor, mais depressa ele chegará. Teremos paz, amor, harmonia e unidade e teremos, finalmente, chegado a casa.

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Direitos de Autor 2010 – É concedida permissão para copiar e distribuir este artigo na condição de que o seu conteúdo seja mantido completo e os créditos sejam atribuídos plenamente ao(s) autor(s), e que seja distribuído livremente. CENTRO DO SOL – Aluna Joy Yaxk’in, PO Box 1988 Sedona, AZ 86339 USA Ph: 982-282-6292 begin_of_the_skype_highlighting 982-282-6292 end_of_the_skype_highlighting Ph/Fax: 928-282-4622 – Email: alunajoy@1spirit.com.website:www. AlunaJoy.com

Fonte: sipiritlibrary

Tradução: Ana Tavares Belo – anatbelo@hotmail.com

FONTE: http://www.luzdegaia.org/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ADEUS Colesterol, Glicemia, Lipídios e Triglicerídeos.


"Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes.
"O instante mágico é o momento em que um 'sim' ou um "não" pode mudar toda a nossa existência."


Repassando Um segredinho revelado...

Alguns anos atrás, um ex-professor meu mostrou-me uma análise de sangue; o que eu vi me deixou impressionado.

Os cinco principais parâmetros do sangue, ou seja: uréia, colesterol, glicemia, lipídios e triglicerídeos apresentavam valores que, em muito excediam os níveis permitidos.

Comentei que a pessoa com aqueles índices já deveria estar morta ou, se estava viva, isto seria apenas por teimosia.

O professor, então, mostrou o nome do paciente que, até então, tinha sido ocultado pela sua mão. O paciente era ele mesmo!

Fiquei estupefato! E comentei: "Mas como? E o que você fez?".

Com um sorriso ele me apresentou a folha de uma outra análise, dizendo: "Agora, olhe esta, compare os valores dos parâmetros e veja as datas".

Foi o que eu fiz. Os valores dos parâmetros estavam nitidamente dentro das faixas recomendadas, o sangue estava perfeito, impecável, mas a surpresa aumentou, quando olhei as datas; a diferença era de apenas um mês (entre as duas análises da mesma pessoa)!

Perguntei: "Como conseguiu isso? Isso é, literalmente, um milagre!"

Calmamente, ele respondeu que o milagre se deveu a seu médico, que lhe sugeriu um tratamento obtido de outro médico amigo. Este tratamento foi utilizado por mim mesmo, várias vezes, com impressionantes resultados.

Aproximadamente, uma vez por ano, faço análise de meu sangue e, se algum dos parâmetros estiver apresentando tendência ao desarranjo, volto imediatamente a repetir esse processo. Sugiro que você o experimente.

Aqui está o SEGREDO: Semanalmente, por 4 semanas, compre, na feira ou em supermercado, pedaços de abóbora. Não deve ser a abóbora moranga e sim a abóbora grande, que costuma ser usada para fazer doce. Diariamente, descasque 100 gramas de abóbora, coloque os pedaços no liquidificador (crú), junto com água (SÓ ÁGUA!), e bata bem, fazendo uma vitamina de abóbora com água.

Tome essa vitamina em jejum, 15 a 20 minutos antes do desjejum (café da manhã). Faça isso durante um mês, toda vez que o seu sangue precisar ser corrigido.

Poderá controlar o resultado, fazendo uma análise antes e outra depois do tratamento com a abóbora. De acordo com o médico, não há qualquer contra-indicação, por tratar-se apenas de um vegetal natural e água (não se usa açúcar!).

O professor, excelente engenheiro químico, estudou a abóbora para saber qual ou quais ingredientes ativos ela contém e concluiu, pelo menos parcialmente, que nela está presente um solvente do colesterol de baixo peso molecular: o colesterol mais nocivo e perigoso - LDL .

Durante a primeira semana, a urina apresenta grande quantidade de colesterol LDL (de baixo peso molecular), o que se traduz em limpeza das artérias, inclusive as cerebrais, incrementando, assim, a memória da pessoa.

Há apenas um inconveniente: o sabor da abóbora crua não é muito agradável! Nada mais.

Porém, há um detalhe importante: nem a abóbora, nem a água poderão ir para a geladeira, porque a refrigeração destrói os ingredientes ativos da vitamina.

Esta é a razão de ter que comprar, semanalmente, a abóbora, pois, fora da geladeira, ela se estraga rapidamente.

Referência:
[1] Salvatore de Salvo e Mara Teresa de Salvo, Novos Segredos da Boa Saúde, Editado pela Biblioteca 24x7 [www.biblioteca24x7.com.br], São Paulo-SP, novembro 2008.

ABÓBORA... Não faça disso um segredo... DIVULGUE!

10 SUPER ALIMENTOS

O nutricionista e psicólogo americano Jonny Bowden esteve, no ano passado,
no Brasil, para lançar o livro

"As Refeições mais Saudáveis do Mundo".

Com doutoramento em nutrição pela Universidade Clayton pela Saúde Natural,
ele se dedica, há mais de duas décadas, à pesquisa dos alimentos e, aqui, enumera quais são os dez mais
saudáveis do mundo e que deveriam fazer parte do nosso cardápio diário:


1- Sardinha:
É rica em proteínas e possui minerais essenciais, como magnésio, ferro e
selênio, que têm ação anticancerígena.

Esse tipo de peixe também ajuda o organismo a liberar o mercúrio e tem altas
concentrações de Ômega 3, um tipo de gordura "boa", essencial para o funcionamento do cérebro, do coração e para a redução da pressão arterial.

As sardinhas são chamadas de "comida saudável em lata" por Bowden, que
aconselha que sejam compradas as preservadas no próprio óleo ou em azeite, quando não puderem ser consumidas frescas.

2- Repolho:
As folhas do vegetal contêm grandes concentrações de substâncias
antioxidantes e anticancerígenas chamadas de indoles e sulforafanos. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, nos EUA, apontou que o sulforafano é a substância química encontrada em plantas que mais eleva o nível de enzimas anticancerígenas no organismo.


3- Folha de beterraba:
Geralmente jogada fora, é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes.
Contém carotenóides, pigmento natural dos vegetais que ajuda a proteger os olhos contra o envelhecimento. Bowden também afirma que a beterraba em si também é um dos alimentos mais ricos que existem. As folhas podem ser comidas cruas na salada ou refogadas, como espinafre.


4- Açaí:
Em suco ou misturado à comida, como é feito no norte do país, o açaí é uma
das frutas com maior concentração de antioxidantes. Também é rica em gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, que são benéficas e auxiliam na redução
do colesterol ruim e na prevenção de doenças cardíacas. Para Bowden, os
brasileiros que não consomem a fruta,freqüentemente, desperdiçam a benção que a natureza lhes proporcionou.


5- Goiaba:
Rica em fibras, minerais e vitaminas. Também possui grandes quantidades de
licopeno, o mais antioxidante entre todos os carotenóides. O licopeno auxilia na prevenção do câncer de próstata e reduz os riscos de surgimento de catarata e doenças cardiovasculares.


6- Cereja fresca:
Tem altas concentrações de antocianina, um antiinflamatório natural. Deve ser comida ao natural ou misturada com iogurte ou vitaminas.


7- Chocolate meio-amargo:
Rico em flavonóides, que diminuem a pressão sangüínea e promovem o bom
funcionamento do sistema circulatório,tem altas concentrações de magnésio, um mineral importante para mais de 300 processos biológicos do organismo.


8- Frutas oleaginosas:
São as castanhas, as nozes e as amêndoas. Bowden afirma que todas trazem
inúmeros benefícios, apesar do elevado teor calórico. Possuem muitos minerais, proteínas e altos níveis de Omega 3 e Omega 9.


9- Canela:
Ajuda a controlar o nível de açúcar e de colesterol no sangue, o que previne
o risco de doenças cardíacas.

Para usufruir dos benefícios da especiaria, basta polvilhar um pouco de canela em pó no café ou no cereal matinal.


10- Semente de abóbora:
É uma grande fonte de magnésio. Esse mineral é tão importante, explica
Bowden, que estudiosos franceses concluíram que homens com altas taxas de magnésio no sangue têm 40% menos chances de sofrer uma morte prematura do que aqueles
com baixos índices. Para consumi-las, toste-as no forno e coma-as por inteiro, inclusive com a casca, que é rica em fibras.

terça-feira, 15 de novembro de 2011


Curso de Iniciação ao Reiki - Nível 1 - Shoden ou o Despertar do Guia Interior


Domingo: dia 4 de Dezembro de 2011
Das: 10:00 hs às 18:30 hs
por: Filomena Santos

Na Amadora junto ao Parque Aventura e Escola Mães de Água.

Reiki Usui Shiki Ryoho


Um método curativo de imposição das mãos, originário do Japão. Actua nos campos de energia do corpo para a limpeza e remoção de bloqueios emocionais, energias tóxicas e psíquicas que afectam o comportamento e o estado de ânimo da pessoa. Contribui para o bem-estar geral e promove uma sensação de profundo relaxamento e paz interior.

Este nível desbloqueia o canal energético do indivíduo e os seus chakras. Dá-se um processo de purificação que irá reequilibrá-lo e torná-lo apto a tratar-se a si próprio, a outras pessoas, animais, plantas e espaços.


Programa:
História do Reiki
O que é o Reiki
Libertação pessoal através da prática regular de Reiki
O Campo energético humano
A Iniciação
A Cura
Tratamentos
Reiki e Meditação
Sintonização com a energia Reiki
Prática Simulada

Marcações e informações: 966 542 706 ou 939 802 464
santos.filomena@gmail.com

Vestir roupa clara e confortável, trazer manta ou tapete de yoga, bloco e caneta.
Entrega de Manual de apoio e Certificado de Participação.
Investimento 100,00 €
(Pode aprofundar o nível 1 quando quiser com redução de 50% do valor)

Para confirmar a sua inscrição no Curso preciso que me indique por favor o seu número de contacto (telemóvel e/ou casa).

Poderá efectuar o pagamento por transferência bancária para NIB a indicar (neste caso deverá guardar o talão comprovativo) ou então no próprio dia.


Fico ao seu dispor para qualquer informação adicional,

Sempre Grata
Filomena Santos
tlm. 96 654 27 06 / 93 980 24 64



Bondade, suficiência e modéstia são o carisma do homem cósmico.

Why did they delete this from the secret?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"A natureza tem a solução"

Satish Kumar tem 75 anos e viajou de comboio de Londres até Lisboa para dizer que temos de ir mais devagar para chegar mais longe. A semana passada, este professor no Schumacher College, no Sul de Inglaterra, e director da revista Ressurgence esteve na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para falar do livro Small is Beautiful, de E. F. Shumacher. Na mala trouxe a inspiração da Natureza e das palavras de Mahatma Ghandi e Martin Luther King.

Acredita que a solução para a crise no mundo está no respeito pela Natureza, no amor e na confiança. Caminhou 13 mil quilómetros, sem dinheiro, numa das maiores peregrinações de sempre pela paz mundial.

- Quantas vezes já o chamaram naif ou irrealista?

- Muitas, muitas vezes. Políticos, presidentes de empresas, estudiosos, até jornalistas... (risos). Dizem-me que as minhas palavras são impossíveis e que sou demasiado inocente e idealista. Mas a minha resposta é: o que têm feito os realistas? O mundo tem sido governado por eles e hoje temos crise económica, crise ambiental, guerras no Afeganistão, Iraque e Líbia, pobreza. O nosso realismo não é sustentável. Pusemos um preço em tudo. A floresta tem preço, os rios, a terra, tudo se tornou uma mercadoria. Talvez tenha chegado a altura de os idealistas fazerem alguma coisa. Esta é a minha resposta. Se sou idealista, não faz mal. A sustentabilidade exige um bocadinho de idealismo, de inocência.

- Então qual a resposta de um idealista à crise actual?

- Esta não é uma crise económica, é uma crise do dinheiro. E o dinheiro é apenas uma ideia, um número no computador. Os realistas criaram este problema artificial e estão preocupados com a crise, voam pelo mundo, vão a Bruxelas, reúnemse com banqueiros. Mas a terra continua a produzir alimentos, as oliveiras a dar azeite, as vacas a dar leite e os seres humanos não perderam as suas capacidades. Eu diria, regressemos à Natureza. A Natureza tem a solução, dá-nos tudo o que precisamos, alimentos, roupas, casas, sapatos, amor, poesia, arte.

- Como se põe essa ideia nas mãos dos líderes políticos?

- Por exemplo, Portugal devia ter mais dos seus próprios alimentos, roupas, sapatos, mobília, tecnologia. A globalização da economia é um problema. Estamos a importar tantos produtos da China... Tudo isso se traduz em combustíveis fósseis para o transporte, com efeitos no clima. Além do mais, estamos a chegar a um pico do petróleo. Quando se esgotar o que faremos? A economia local deveria ser a verdadeira economia; a economia global seria como a fina cobertura de açúcar em cima de um bolo, com entre dez a 20% da economia.

- Mas em muitos casos é mais barato importar...

- Sim, mais barato em termos de dinheiro, mas não em termos de Ambiente porque não adicionamos todos os custos. Este é um desafio que lanço aos políticos, empresas, cientistas e jornalistas: o valor deve ser colocado no solo, nos animais, árvores e rios, nas pessoas, não no dinheiro. Se não o fizermos, dentro de cem anos teremos uma crise ainda maior. O dinheiro é apenas um bocado de papel ou de cartão, uma conta no banco. É uma medida da riqueza, como quando usamos uma fita métrica e dizemos que esta mesa tem dois metros de comprimento por um de largura. É da mesa que precisamos, mas para nós a fita métrica é mais importante. O dinheiro é útil, claro, mas é só isso.

- Parece uma ideia difícil de concretizar. Por onde começar?

- Mudando a forma de pensar. Podemos imprimir notas, criar dinheiro criando mais dívida. Mas se poluirmos os nossos rios e envenenarmos as nossas terras, não os podemos substituir. Devemos viver como peregrinos, não como turistas. O turista é egocêntrico, quer algo para ele próprio, bons hotéis, restaurantes e lojas. A sua atitude é a exigência, quer sempre mais e melhor. O hotel, o táxi ou o serviço não era bom o suficiente. O peregrino é humilde, deixa uma pegada leve na Terra, respeita a árvore e agradece-lhe pela sombra e frutos. A mente egocêntrica tem de mudar para respeitarmos a Natureza.

- Hoje conhecemos melhor as marcas dos automóveis do que os nomes das árvores...

- Exactamente. Por isso, antes de mais, precisamos trazer a Natureza para a cidade, promover uma literacia ecológica. Não conhecemos a Natureza porque a exilámos, temos medo dela. Não saímos de casa porque está demasiado frio, neve ou chuva. Precisamos de estar confortáveis, civilizados. Na verdade, somos demasiado civilizados... (risos). As pessoas das cidades, como Lisboa, precisam abrir o coração à vida selvagem, caminhar na Natureza. O fim-desemana devia ter três dias para que, pelo menos, um dia pudéssemos andar a pé no campo. Mas não de carro porque assim não se vê nada. Quando caminhamos vemos as flores, a erva, as borboletas, as abelhas. Vemos e experienciamos tudo, não é um conhecimento dos livros.

- Mas podemos estar na Natureza e não reconhecer a importância de uma borboleta ou de uma abelha.

- Não chega observar a Natureza como um objecto de estudo. Isso é uma separação muito dualista. Só valorizamos a Natureza se a experienciarmos, se nos tornarmos parte dela. A Natureza não está só lá fora, nas árvores, montanhas, rios e animais. Nós somos Natureza. E ela tem valor intrínseco. Falamos de direitos humanos, mas também precisamos de falar dos direitos da Natureza. Os rios têm o direito de se manterem limpos, as florestas têm o direito a permanecer de pé.

- Quando tinha quatro ou cinco anos, a sua mãe disse-lhe para começar a andar e aprender com a Natureza. Para nós será demasiado tarde?

- Tal como a minha mãe me ensinou a andar na Natureza, gostaria que o mesmo acontecesse na nossa sociedade. Devemos educar as nossas crianças no amor pela Natureza, aprendendo na Natureza e não sobre a Natureza, com livros e computadores. Gostaria de ver os pais a levar os filhos para a Natureza e a deixá-los subir às árvores, escalar montanhas e nadar nos rios. Para as crianças não é tarde de mais, estão prontas para isso. Talvez para os adultos seja tarde, até porque têm medo da Natureza. Mas até eles podem descobrir que passariam a estar mais inspirados, teriam mais poesia, música e arte. A nossa sociedade está a tornar-se demasiado banal e prosaica.

- Toda a sua vida caminhou. Qual foi a viagem mais importante?

- A mais importante caminhada, da Índia para a América [de 1962 a 1965], foi inspirada pelo filósofo britânico Bertrand Russell, que protestou contra as armas nucleares. Quando tinha 90 anos foi preso por isso. Uma manhã, tinha eu 25 anos, estava a beber café numa esplanada com um amigo e disse-lhe: "Aqui está um homem que, aos 90 anos, vai para a prisão pela paz no mundo. O que estamos, nós, jovens, a fazer aqui sentados a beber café?". Isso foi a inspiração. Eu e o meu amigo fomos aconselhados a partir sem dinheiro porque a paz vem da confiança e a raiz da guerra é o medo. Se queremos paz temos de ter confiança nas pessoas, na Natureza, no universo. Durante dois anos e meio caminhei 13 mil quilómetros sem qualquer dinheiro.

- E como o conseguiu?

- Fiquei em casa de pessoas que ia conhecendo. Quando não tinha dinheiro dizia que era a minha oportunidade para fazer jejum. Se não tinha um tecto, era a oportunidade para dormir sob as estrelas. Antes de partir, na Índia, disseram-me: "Vais a pé, sem dinheiro, podes não regressar". E respondi: "Se morrer enquanto caminhar pela paz isso será a melhor morte que poderei ter". Assim caminhei pelo Paquistão, Afeganistão, Irão, Azerbaijão, Arménia, Geórgia, Rússia, Bielorrússia, Polónia, Alemanha, Bélgica. Em França apanhei um barco, apoiado pelos habitantes de uma pequena localidade, e fui até Inglaterra, onde conheci Bertrand Russell. Ele ajudou com os bilhetes de barco para Nova Iorque. Daí caminhámos até Washington, onde conhecemos Martin Luther King. Foi uma demonstração de que podemos viver sem dinheiro e fazer a paz connosco, com as pessoas e com a Natureza. Neste momento, a Humanidade está em guerra com a Natureza, estamos a destruí-la. E seremos perdedores se vencermos. A menos que façamos a paz com a Natureza não poderá haver paz na Humanidade.

- O que mais o preocupa?

- A minha maior preocupação é que a Humanidade não acorde a tempo de resolver os desafios. Talvez estejamos demasiado obcecados com os nossos padrões de vida, com a dívida, o dinheiro. A sociedade industrial tem lutado pelo crescimento económico a todo o custo. Mas também tenho esperança na Humanidade, num despertar de consciências. Cada vez mais jovens me dizem que temos de cuidar da Terra e que o crescimento económico não é suficiente, precisamos de bemestar. Se as pessoas não estão bem, de que serve o crescimento económico? É um bom começo. Até porque há abundância na Natureza. Quantas azeitonas dá uma oliveira? De uma única semente, lançada à terra centenas de anos antes, obtemos milhões de azeitonas. Isso é a abundância e generosidade da Natureza.

- O alerta para a crise do Ambiente tem mais de meio século. E hoje o problema está longe do fim. É uma mensagem difícil?

- As grandes mudanças constroem-se lentamente. Quanto tempo demorou o apartheid a acabar? Nelson Mandela esteve preso 27 anos. Mas o apartheid acabou. O mesmo se passa com os direitos humanos. Quando estive com Martin Luther King, em 1964, os negros não tinham direito ao voto. Hoje temos um homem negro na Casa Branca. E quanto tempo demorou o muro de Berlim a cair? Muito tempo, uma luta longa. Não sabíamos quando o muro iria cair, quando o apartheid iria acabar. Não precisamos de saber. Estamos a construir um movimento ambiental e o momento vai chegar.

- De que precisamos para ser felizes?

- Aprender uma única palavra: celebração. Temos de celebrar a vida, a Natureza, a abundância humana. As pessoas não são felizes porque não têm tempo para celebrar. Estão sempre ocupadas, vivem demasiado depressa. Os maridos não têm tempo para as mulheres e as mulheres não têm tempo para os maridos. Os pais não têm tempo para os filhos. As pessoas não têm tempo para celebrar a Natureza. É preciso abrandar para chegar mais longe, apreciar o que temos em vez de o ignorar e querer mais. Temos muita roupa no armário, mas ignoramo-la e vamos comprar mais. O mundo tem o suficiente para as necessidades das pessoas, mas não para a sua ganância, disse Mahatma Ghandi. O universo é um grande presente para nós todos.