terça-feira, 15 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
"A natureza tem a solução"
Satish Kumar tem 75 anos e viajou de comboio de Londres até Lisboa para dizer que temos de ir mais devagar para chegar mais longe. A semana passada, este professor no Schumacher College, no Sul de Inglaterra, e director da revista Ressurgence esteve na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para falar do livro Small is Beautiful, de E. F. Shumacher. Na mala trouxe a inspiração da Natureza e das palavras de Mahatma Ghandi e Martin Luther King.
Acredita que a solução para a crise no mundo está no respeito pela Natureza, no amor e na confiança. Caminhou 13 mil quilómetros, sem dinheiro, numa das maiores peregrinações de sempre pela paz mundial.
- Quantas vezes já o chamaram naif ou irrealista?
- Muitas, muitas vezes. Políticos, presidentes de empresas, estudiosos, até jornalistas... (risos). Dizem-me que as minhas palavras são impossíveis e que sou demasiado inocente e idealista. Mas a minha resposta é: o que têm feito os realistas? O mundo tem sido governado por eles e hoje temos crise económica, crise ambiental, guerras no Afeganistão, Iraque e Líbia, pobreza. O nosso realismo não é sustentável. Pusemos um preço em tudo. A floresta tem preço, os rios, a terra, tudo se tornou uma mercadoria. Talvez tenha chegado a altura de os idealistas fazerem alguma coisa. Esta é a minha resposta. Se sou idealista, não faz mal. A sustentabilidade exige um bocadinho de idealismo, de inocência.
- Então qual a resposta de um idealista à crise actual?
- Esta não é uma crise económica, é uma crise do dinheiro. E o dinheiro é apenas uma ideia, um número no computador. Os realistas criaram este problema artificial e estão preocupados com a crise, voam pelo mundo, vão a Bruxelas, reúnemse com banqueiros. Mas a terra continua a produzir alimentos, as oliveiras a dar azeite, as vacas a dar leite e os seres humanos não perderam as suas capacidades. Eu diria, regressemos à Natureza. A Natureza tem a solução, dá-nos tudo o que precisamos, alimentos, roupas, casas, sapatos, amor, poesia, arte.
- Como se põe essa ideia nas mãos dos líderes políticos?
- Por exemplo, Portugal devia ter mais dos seus próprios alimentos, roupas, sapatos, mobília, tecnologia. A globalização da economia é um problema. Estamos a importar tantos produtos da China... Tudo isso se traduz em combustíveis fósseis para o transporte, com efeitos no clima. Além do mais, estamos a chegar a um pico do petróleo. Quando se esgotar o que faremos? A economia local deveria ser a verdadeira economia; a economia global seria como a fina cobertura de açúcar em cima de um bolo, com entre dez a 20% da economia.
- Mas em muitos casos é mais barato importar...
- Sim, mais barato em termos de dinheiro, mas não em termos de Ambiente porque não adicionamos todos os custos. Este é um desafio que lanço aos políticos, empresas, cientistas e jornalistas: o valor deve ser colocado no solo, nos animais, árvores e rios, nas pessoas, não no dinheiro. Se não o fizermos, dentro de cem anos teremos uma crise ainda maior. O dinheiro é apenas um bocado de papel ou de cartão, uma conta no banco. É uma medida da riqueza, como quando usamos uma fita métrica e dizemos que esta mesa tem dois metros de comprimento por um de largura. É da mesa que precisamos, mas para nós a fita métrica é mais importante. O dinheiro é útil, claro, mas é só isso.
- Parece uma ideia difícil de concretizar. Por onde começar?
- Mudando a forma de pensar. Podemos imprimir notas, criar dinheiro criando mais dívida. Mas se poluirmos os nossos rios e envenenarmos as nossas terras, não os podemos substituir. Devemos viver como peregrinos, não como turistas. O turista é egocêntrico, quer algo para ele próprio, bons hotéis, restaurantes e lojas. A sua atitude é a exigência, quer sempre mais e melhor. O hotel, o táxi ou o serviço não era bom o suficiente. O peregrino é humilde, deixa uma pegada leve na Terra, respeita a árvore e agradece-lhe pela sombra e frutos. A mente egocêntrica tem de mudar para respeitarmos a Natureza.
- Hoje conhecemos melhor as marcas dos automóveis do que os nomes das árvores...
- Exactamente. Por isso, antes de mais, precisamos trazer a Natureza para a cidade, promover uma literacia ecológica. Não conhecemos a Natureza porque a exilámos, temos medo dela. Não saímos de casa porque está demasiado frio, neve ou chuva. Precisamos de estar confortáveis, civilizados. Na verdade, somos demasiado civilizados... (risos). As pessoas das cidades, como Lisboa, precisam abrir o coração à vida selvagem, caminhar na Natureza. O fim-desemana devia ter três dias para que, pelo menos, um dia pudéssemos andar a pé no campo. Mas não de carro porque assim não se vê nada. Quando caminhamos vemos as flores, a erva, as borboletas, as abelhas. Vemos e experienciamos tudo, não é um conhecimento dos livros.
- Mas podemos estar na Natureza e não reconhecer a importância de uma borboleta ou de uma abelha.
- Não chega observar a Natureza como um objecto de estudo. Isso é uma separação muito dualista. Só valorizamos a Natureza se a experienciarmos, se nos tornarmos parte dela. A Natureza não está só lá fora, nas árvores, montanhas, rios e animais. Nós somos Natureza. E ela tem valor intrínseco. Falamos de direitos humanos, mas também precisamos de falar dos direitos da Natureza. Os rios têm o direito de se manterem limpos, as florestas têm o direito a permanecer de pé.
- Quando tinha quatro ou cinco anos, a sua mãe disse-lhe para começar a andar e aprender com a Natureza. Para nós será demasiado tarde?
- Tal como a minha mãe me ensinou a andar na Natureza, gostaria que o mesmo acontecesse na nossa sociedade. Devemos educar as nossas crianças no amor pela Natureza, aprendendo na Natureza e não sobre a Natureza, com livros e computadores. Gostaria de ver os pais a levar os filhos para a Natureza e a deixá-los subir às árvores, escalar montanhas e nadar nos rios. Para as crianças não é tarde de mais, estão prontas para isso. Talvez para os adultos seja tarde, até porque têm medo da Natureza. Mas até eles podem descobrir que passariam a estar mais inspirados, teriam mais poesia, música e arte. A nossa sociedade está a tornar-se demasiado banal e prosaica.
- Toda a sua vida caminhou. Qual foi a viagem mais importante?
- A mais importante caminhada, da Índia para a América [de 1962 a 1965], foi inspirada pelo filósofo britânico Bertrand Russell, que protestou contra as armas nucleares. Quando tinha 90 anos foi preso por isso. Uma manhã, tinha eu 25 anos, estava a beber café numa esplanada com um amigo e disse-lhe: "Aqui está um homem que, aos 90 anos, vai para a prisão pela paz no mundo. O que estamos, nós, jovens, a fazer aqui sentados a beber café?". Isso foi a inspiração. Eu e o meu amigo fomos aconselhados a partir sem dinheiro porque a paz vem da confiança e a raiz da guerra é o medo. Se queremos paz temos de ter confiança nas pessoas, na Natureza, no universo. Durante dois anos e meio caminhei 13 mil quilómetros sem qualquer dinheiro.
- E como o conseguiu?
- Fiquei em casa de pessoas que ia conhecendo. Quando não tinha dinheiro dizia que era a minha oportunidade para fazer jejum. Se não tinha um tecto, era a oportunidade para dormir sob as estrelas. Antes de partir, na Índia, disseram-me: "Vais a pé, sem dinheiro, podes não regressar". E respondi: "Se morrer enquanto caminhar pela paz isso será a melhor morte que poderei ter". Assim caminhei pelo Paquistão, Afeganistão, Irão, Azerbaijão, Arménia, Geórgia, Rússia, Bielorrússia, Polónia, Alemanha, Bélgica. Em França apanhei um barco, apoiado pelos habitantes de uma pequena localidade, e fui até Inglaterra, onde conheci Bertrand Russell. Ele ajudou com os bilhetes de barco para Nova Iorque. Daí caminhámos até Washington, onde conhecemos Martin Luther King. Foi uma demonstração de que podemos viver sem dinheiro e fazer a paz connosco, com as pessoas e com a Natureza. Neste momento, a Humanidade está em guerra com a Natureza, estamos a destruí-la. E seremos perdedores se vencermos. A menos que façamos a paz com a Natureza não poderá haver paz na Humanidade.
- O que mais o preocupa?
- A minha maior preocupação é que a Humanidade não acorde a tempo de resolver os desafios. Talvez estejamos demasiado obcecados com os nossos padrões de vida, com a dívida, o dinheiro. A sociedade industrial tem lutado pelo crescimento económico a todo o custo. Mas também tenho esperança na Humanidade, num despertar de consciências. Cada vez mais jovens me dizem que temos de cuidar da Terra e que o crescimento económico não é suficiente, precisamos de bemestar. Se as pessoas não estão bem, de que serve o crescimento económico? É um bom começo. Até porque há abundância na Natureza. Quantas azeitonas dá uma oliveira? De uma única semente, lançada à terra centenas de anos antes, obtemos milhões de azeitonas. Isso é a abundância e generosidade da Natureza.
- O alerta para a crise do Ambiente tem mais de meio século. E hoje o problema está longe do fim. É uma mensagem difícil?
- As grandes mudanças constroem-se lentamente. Quanto tempo demorou o apartheid a acabar? Nelson Mandela esteve preso 27 anos. Mas o apartheid acabou. O mesmo se passa com os direitos humanos. Quando estive com Martin Luther King, em 1964, os negros não tinham direito ao voto. Hoje temos um homem negro na Casa Branca. E quanto tempo demorou o muro de Berlim a cair? Muito tempo, uma luta longa. Não sabíamos quando o muro iria cair, quando o apartheid iria acabar. Não precisamos de saber. Estamos a construir um movimento ambiental e o momento vai chegar.
- De que precisamos para ser felizes?
- Aprender uma única palavra: celebração. Temos de celebrar a vida, a Natureza, a abundância humana. As pessoas não são felizes porque não têm tempo para celebrar. Estão sempre ocupadas, vivem demasiado depressa. Os maridos não têm tempo para as mulheres e as mulheres não têm tempo para os maridos. Os pais não têm tempo para os filhos. As pessoas não têm tempo para celebrar a Natureza. É preciso abrandar para chegar mais longe, apreciar o que temos em vez de o ignorar e querer mais. Temos muita roupa no armário, mas ignoramo-la e vamos comprar mais. O mundo tem o suficiente para as necessidades das pessoas, mas não para a sua ganância, disse Mahatma Ghandi. O universo é um grande presente para nós todos.
Acredita que a solução para a crise no mundo está no respeito pela Natureza, no amor e na confiança. Caminhou 13 mil quilómetros, sem dinheiro, numa das maiores peregrinações de sempre pela paz mundial.
- Quantas vezes já o chamaram naif ou irrealista?
- Muitas, muitas vezes. Políticos, presidentes de empresas, estudiosos, até jornalistas... (risos). Dizem-me que as minhas palavras são impossíveis e que sou demasiado inocente e idealista. Mas a minha resposta é: o que têm feito os realistas? O mundo tem sido governado por eles e hoje temos crise económica, crise ambiental, guerras no Afeganistão, Iraque e Líbia, pobreza. O nosso realismo não é sustentável. Pusemos um preço em tudo. A floresta tem preço, os rios, a terra, tudo se tornou uma mercadoria. Talvez tenha chegado a altura de os idealistas fazerem alguma coisa. Esta é a minha resposta. Se sou idealista, não faz mal. A sustentabilidade exige um bocadinho de idealismo, de inocência.
- Então qual a resposta de um idealista à crise actual?
- Esta não é uma crise económica, é uma crise do dinheiro. E o dinheiro é apenas uma ideia, um número no computador. Os realistas criaram este problema artificial e estão preocupados com a crise, voam pelo mundo, vão a Bruxelas, reúnemse com banqueiros. Mas a terra continua a produzir alimentos, as oliveiras a dar azeite, as vacas a dar leite e os seres humanos não perderam as suas capacidades. Eu diria, regressemos à Natureza. A Natureza tem a solução, dá-nos tudo o que precisamos, alimentos, roupas, casas, sapatos, amor, poesia, arte.
- Como se põe essa ideia nas mãos dos líderes políticos?
- Por exemplo, Portugal devia ter mais dos seus próprios alimentos, roupas, sapatos, mobília, tecnologia. A globalização da economia é um problema. Estamos a importar tantos produtos da China... Tudo isso se traduz em combustíveis fósseis para o transporte, com efeitos no clima. Além do mais, estamos a chegar a um pico do petróleo. Quando se esgotar o que faremos? A economia local deveria ser a verdadeira economia; a economia global seria como a fina cobertura de açúcar em cima de um bolo, com entre dez a 20% da economia.
- Mas em muitos casos é mais barato importar...
- Sim, mais barato em termos de dinheiro, mas não em termos de Ambiente porque não adicionamos todos os custos. Este é um desafio que lanço aos políticos, empresas, cientistas e jornalistas: o valor deve ser colocado no solo, nos animais, árvores e rios, nas pessoas, não no dinheiro. Se não o fizermos, dentro de cem anos teremos uma crise ainda maior. O dinheiro é apenas um bocado de papel ou de cartão, uma conta no banco. É uma medida da riqueza, como quando usamos uma fita métrica e dizemos que esta mesa tem dois metros de comprimento por um de largura. É da mesa que precisamos, mas para nós a fita métrica é mais importante. O dinheiro é útil, claro, mas é só isso.
- Parece uma ideia difícil de concretizar. Por onde começar?
- Mudando a forma de pensar. Podemos imprimir notas, criar dinheiro criando mais dívida. Mas se poluirmos os nossos rios e envenenarmos as nossas terras, não os podemos substituir. Devemos viver como peregrinos, não como turistas. O turista é egocêntrico, quer algo para ele próprio, bons hotéis, restaurantes e lojas. A sua atitude é a exigência, quer sempre mais e melhor. O hotel, o táxi ou o serviço não era bom o suficiente. O peregrino é humilde, deixa uma pegada leve na Terra, respeita a árvore e agradece-lhe pela sombra e frutos. A mente egocêntrica tem de mudar para respeitarmos a Natureza.
- Hoje conhecemos melhor as marcas dos automóveis do que os nomes das árvores...
- Exactamente. Por isso, antes de mais, precisamos trazer a Natureza para a cidade, promover uma literacia ecológica. Não conhecemos a Natureza porque a exilámos, temos medo dela. Não saímos de casa porque está demasiado frio, neve ou chuva. Precisamos de estar confortáveis, civilizados. Na verdade, somos demasiado civilizados... (risos). As pessoas das cidades, como Lisboa, precisam abrir o coração à vida selvagem, caminhar na Natureza. O fim-desemana devia ter três dias para que, pelo menos, um dia pudéssemos andar a pé no campo. Mas não de carro porque assim não se vê nada. Quando caminhamos vemos as flores, a erva, as borboletas, as abelhas. Vemos e experienciamos tudo, não é um conhecimento dos livros.
- Mas podemos estar na Natureza e não reconhecer a importância de uma borboleta ou de uma abelha.
- Não chega observar a Natureza como um objecto de estudo. Isso é uma separação muito dualista. Só valorizamos a Natureza se a experienciarmos, se nos tornarmos parte dela. A Natureza não está só lá fora, nas árvores, montanhas, rios e animais. Nós somos Natureza. E ela tem valor intrínseco. Falamos de direitos humanos, mas também precisamos de falar dos direitos da Natureza. Os rios têm o direito de se manterem limpos, as florestas têm o direito a permanecer de pé.
- Quando tinha quatro ou cinco anos, a sua mãe disse-lhe para começar a andar e aprender com a Natureza. Para nós será demasiado tarde?
- Tal como a minha mãe me ensinou a andar na Natureza, gostaria que o mesmo acontecesse na nossa sociedade. Devemos educar as nossas crianças no amor pela Natureza, aprendendo na Natureza e não sobre a Natureza, com livros e computadores. Gostaria de ver os pais a levar os filhos para a Natureza e a deixá-los subir às árvores, escalar montanhas e nadar nos rios. Para as crianças não é tarde de mais, estão prontas para isso. Talvez para os adultos seja tarde, até porque têm medo da Natureza. Mas até eles podem descobrir que passariam a estar mais inspirados, teriam mais poesia, música e arte. A nossa sociedade está a tornar-se demasiado banal e prosaica.
- Toda a sua vida caminhou. Qual foi a viagem mais importante?
- A mais importante caminhada, da Índia para a América [de 1962 a 1965], foi inspirada pelo filósofo britânico Bertrand Russell, que protestou contra as armas nucleares. Quando tinha 90 anos foi preso por isso. Uma manhã, tinha eu 25 anos, estava a beber café numa esplanada com um amigo e disse-lhe: "Aqui está um homem que, aos 90 anos, vai para a prisão pela paz no mundo. O que estamos, nós, jovens, a fazer aqui sentados a beber café?". Isso foi a inspiração. Eu e o meu amigo fomos aconselhados a partir sem dinheiro porque a paz vem da confiança e a raiz da guerra é o medo. Se queremos paz temos de ter confiança nas pessoas, na Natureza, no universo. Durante dois anos e meio caminhei 13 mil quilómetros sem qualquer dinheiro.
- E como o conseguiu?
- Fiquei em casa de pessoas que ia conhecendo. Quando não tinha dinheiro dizia que era a minha oportunidade para fazer jejum. Se não tinha um tecto, era a oportunidade para dormir sob as estrelas. Antes de partir, na Índia, disseram-me: "Vais a pé, sem dinheiro, podes não regressar". E respondi: "Se morrer enquanto caminhar pela paz isso será a melhor morte que poderei ter". Assim caminhei pelo Paquistão, Afeganistão, Irão, Azerbaijão, Arménia, Geórgia, Rússia, Bielorrússia, Polónia, Alemanha, Bélgica. Em França apanhei um barco, apoiado pelos habitantes de uma pequena localidade, e fui até Inglaterra, onde conheci Bertrand Russell. Ele ajudou com os bilhetes de barco para Nova Iorque. Daí caminhámos até Washington, onde conhecemos Martin Luther King. Foi uma demonstração de que podemos viver sem dinheiro e fazer a paz connosco, com as pessoas e com a Natureza. Neste momento, a Humanidade está em guerra com a Natureza, estamos a destruí-la. E seremos perdedores se vencermos. A menos que façamos a paz com a Natureza não poderá haver paz na Humanidade.
- O que mais o preocupa?
- A minha maior preocupação é que a Humanidade não acorde a tempo de resolver os desafios. Talvez estejamos demasiado obcecados com os nossos padrões de vida, com a dívida, o dinheiro. A sociedade industrial tem lutado pelo crescimento económico a todo o custo. Mas também tenho esperança na Humanidade, num despertar de consciências. Cada vez mais jovens me dizem que temos de cuidar da Terra e que o crescimento económico não é suficiente, precisamos de bemestar. Se as pessoas não estão bem, de que serve o crescimento económico? É um bom começo. Até porque há abundância na Natureza. Quantas azeitonas dá uma oliveira? De uma única semente, lançada à terra centenas de anos antes, obtemos milhões de azeitonas. Isso é a abundância e generosidade da Natureza.
- O alerta para a crise do Ambiente tem mais de meio século. E hoje o problema está longe do fim. É uma mensagem difícil?
- As grandes mudanças constroem-se lentamente. Quanto tempo demorou o apartheid a acabar? Nelson Mandela esteve preso 27 anos. Mas o apartheid acabou. O mesmo se passa com os direitos humanos. Quando estive com Martin Luther King, em 1964, os negros não tinham direito ao voto. Hoje temos um homem negro na Casa Branca. E quanto tempo demorou o muro de Berlim a cair? Muito tempo, uma luta longa. Não sabíamos quando o muro iria cair, quando o apartheid iria acabar. Não precisamos de saber. Estamos a construir um movimento ambiental e o momento vai chegar.
- De que precisamos para ser felizes?
- Aprender uma única palavra: celebração. Temos de celebrar a vida, a Natureza, a abundância humana. As pessoas não são felizes porque não têm tempo para celebrar. Estão sempre ocupadas, vivem demasiado depressa. Os maridos não têm tempo para as mulheres e as mulheres não têm tempo para os maridos. Os pais não têm tempo para os filhos. As pessoas não têm tempo para celebrar a Natureza. É preciso abrandar para chegar mais longe, apreciar o que temos em vez de o ignorar e querer mais. Temos muita roupa no armário, mas ignoramo-la e vamos comprar mais. O mundo tem o suficiente para as necessidades das pessoas, mas não para a sua ganância, disse Mahatma Ghandi. O universo é um grande presente para nós todos.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Encuentro con la Vida
Nuestros problemas no se resuelven tratando de resolverlos afirma Krishnamurti en las reflexiones anteriores a su muerte en 1986. Mirar los problemas como uno podría mirar una piedra preciosa exquisitamente labrada conduce de hecho a una total liberación con respecto a aquello que ha causado la dificultad. Al esforzarnos por lograr una solución sólo conseguiremos aumentar la complejidad de cualquier problema. Si podemos apartarnos de la lucha y desprendernos del egoísmo que nos invade, entonces el dolor llega a su fin y nace el amor.
Jiddu Krishnamurti
1895-1986
Truth is a pathless land
www.jiddu-krishnamurti.net
Piezas Cortas, Preguntas y Respuestas, Pláticas.
Jiddu Krishnamurti
1895-1986
Truth is a pathless land
www.jiddu-krishnamurti.net
Piezas Cortas, Preguntas y Respuestas, Pláticas.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Curso de Iniciação ao Reiki Nível 1 - Shoden ou o Despertar do Guia Interior

Reiki Usui Shiki Ryoho Nível I - Shoden (O Despertar do Guia Interior)
Domingo: dia 24 de Julho 2011
Das: 10:00 hs às 18:30 hs
por: Filomena Santos
No Auditório do Metro do Alto dos Moinhos em Lisboa
Um método curativo de imposição das mãos, originário do Japão. Actua nos campos de energia do corpo para a limpeza e remoção de bloqueios emocionais, energias tóxicas e psíquicas que afectam o comportamento e o estado de ânimo da pessoa. Contribui para o bem-estar geral e promove uma sensação de profundo relaxamento e paz interior.
No final ficará apto a passar Reiki em si mesmo, noutras pessoas, animais, plantas e espaços.
Programa:
História do Reiki
O que é o Reiki
Libertação pessoal através da prática regular de Reiki
O Campo energético humano
A Iniciação
A Cura
Tratamentos
Reiki e Meditação
Sintonização com a energia Reiki
Prática Simulada
Marcações e informações: 966 542 706 ou 939 802 464
santos.filomena@gmail.com
Vestir roupa clara e confortável, trazer manta ou tapete de yoga, bloco e caneta.
Entrega de Manual de apoio e Certificado de Participação.
Investimento 100,00 €
(Nota: Aos que queiram repetir o Shoden mantém-se a redução em 50% do valor.)
Para confirmar a sua inscrição no Curso preciso que me indique por favor o seu número de contacto (telemóvel e/ou casa).
Poderá efectuar o pagamento por transferência bancária para o NIB 0010 0000 3822 08 0000 112 (neste caso deverá guardar o talão comprovativo) ou então no próprio dia.
Espero poder contar consigo e
Ao seu dispor para qualquer informação adicional,
Cumprimentos
Filomena Santos
tlm. 96 654 27 06 / 93 980 24 64
Bondade, suficiência e modéstia são o carisma do homem cósmico.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Amai-vos um ao outro
" Amai-vos um ao outro, mas não façam do amor um elo:
Deixem-no antes ser um mar que se move entre as praias das vossas almas.
Encham a taça um do outro mas não bebam só de uma taça.
Dêem do vosso pão um ao outro mas não comam do mesmo pão.
Cantem e dancem juntos e alegrem-se, mas deixem que cada um esteja só,
Tal como as cordas duma harpa estão sós embora vibrem com a mesma música.
Dêem os vossos corações, mas não para que cada um o guarde.
Porque só a mão da Vida pode conter os vossos corações.
E mantenham-se juntos mas não demasiado próximos:
Porque os pilares do templo estão afastados,
E o carvalho e o cipreste não crescem na sombra um do outro"
Kahlil Gibran
Deixem-no antes ser um mar que se move entre as praias das vossas almas.
Encham a taça um do outro mas não bebam só de uma taça.
Dêem do vosso pão um ao outro mas não comam do mesmo pão.
Cantem e dancem juntos e alegrem-se, mas deixem que cada um esteja só,
Tal como as cordas duma harpa estão sós embora vibrem com a mesma música.
Dêem os vossos corações, mas não para que cada um o guarde.
Porque só a mão da Vida pode conter os vossos corações.
E mantenham-se juntos mas não demasiado próximos:
Porque os pilares do templo estão afastados,
E o carvalho e o cipreste não crescem na sombra um do outro"
Kahlil Gibran
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Alguns ensinamentos de Omraam Mikhael Aivanhov sobre o Sol:
O SOL NA VIDA QUOTIDIANA: Não existe nenhum caso, em todos os domínios da vida, que o SOL não possa resolver. ..”HÁ QUE CHAMAR O SOL”
Desejais uma filosofia muito profunda, mas procurai-la nos livros e por isso continuais a viver nas incertezas. Não chamais o Sol. Ora, há que chamá-lo, dizer-lhe: “Oh meu SOL, vem ajudar-me, que interiormente tenho sido bastante palerma.” E Ele virá, lançará sobre vós uma luz e tudo se esclarecerá.
Quando algo vos estorva – um pensamento, um desejo ou qualquer outra coisa -, acendei dentro de vós, por toda a parte, uma “lâmpada”, e dizei: “ SOL meu, vem socorrer-me, há por aqui ladrões.” Quando uma pessoa tem o Sol em Si, vibra ; não se vê mas sente-se…o bem, a honestidade, etc.., são outros termo para dizer o que acabo de explicar-vos.
Se fordes uma mulher e andardes na rua, pedi ao SOL para vos acompanhar, para vos preservar dos perigos; Ele virá iluminar-vos, proteger-vos.
Eis um exercício que se pode fazer quando se anda na rua, por exemplo; tendes medo de que alguém vos persiga de noite: chamai o SOL; Ele virá, acompanhar-vos-á, e vereis que todos os malfeitores terão medo. Os espíritos que acompanham os criminosos sentirão o SOL, não os próprios criminosos.
E quando ides visitar alguém, em vez de começar a enviar-lhe, à distancia, pensamentos negativos, enviai-lhe o sol, convidai o sol a ir visitar essa pessoa antes de vós.
Como podereis vós convidar o sol a “tomar” o pequeno almoço convosco? Pois preparai tudo o que é necessário e pensai que ele irá.
Ele nasce, ergue-se como rei do mundo, e vereis que ao comer sentireis a sua presença sob a forma de alegria e de leveza.
Se tiverdes reumatismo, ou uma ferida, ou escrófulas, hipocondria, etc. há que expor-se ao Sol, conscientemente, falando-lhe, e o Sol porá um bálsamo nas feridas, depois um penso, isto é, a crosta sob a qual o mal se cura. O Sol porá até um bálsamo nas feridas, depois um penso, isto é, a crosta sob o qual se cura. O Sol fará até uma operação se for necessário. Se tiverdes um tumor que esteja a minar-vos, o Sol dissolvê-lo-á. Ele é o GRANDE MEDICO UNIVERSAL… não existe maior cirurgião do que o SOL: Ele Sara e Cura. CHAMAI-O!
Mas também pode ser perigoso, pelo que há que saber expor-se aos seus raios. Podemos expor-nos completamente nus, mas protegendo sempre a cabeça. E mais vale, ainda, envergar uma roupa muito leve ou feita de folhas, sob a qual se transpire; para tomar um banho de sol desta natureza há que escolher um local que esteja ao abrigo do frio, do vento e das correntes de ar. Por outro lado, as horas favoráveis são as da manhã, antes das 11 horas (para o banho do Sol).
O SOL NA VIDA FAMILIAR E COLECTIVA De igual modo, uma família pode formar um Sol no seu centro e, assim, será como se houvesse uma poderosa lâmpada ao centro das diferentes partes da casa.
Portanto, a primeira coisa a fazer é instalar um pequeno Sol no seio da família, para que ela seja iluminada. Para tal utiliza-se o pensamento. Imagina-se que no centro da fmilia existe uma luz que ilumina dia e noite. Cabeà mãe instalar este Sol, porque ela sabe fazê-lo, ao passo que os outros o ignoram. No entanto, por vezes, é o pai que estará preparadonesta matéria.
Se, numa família, uma mulher que anda sempre em disputas com o marido chama os amigos para estes a apoiarem, pode dar-se o caso de os seus amigos acharem que o marido é melhor do que ela.Mas se, pelo contrário, a mulher chama o Sol, o marido acha-la-á encantadora e tão bela que se interrogará acerca do motivo por que ainda não tinha reparado nisso.
Quando no seio da família surgem as querelas e as dificuldades, por razão não se chama o SOL? Porque é que não se instala o Sol no Centro da Familia? Em seguida, tudo deslizará sobre rodas, toadas as dificuldades desaparecerão, porque o Sol impede os ladrões de entrar. Portanto, para barrar o caminho dos ladrões, há que instalar uma “lâmpada”, há que instalar a Luz: O SOL.
E deve-se fazer o mesmo em relação à sociedade. Instalar um Sol no seio de uma aldeia, uma vila, de uma cidade, de um país, de uma raça…e de toda a Humanidade.
Todas as pessoas podem fazer este exercício de concentração no Sol luminoso que espalha a luz por todo o mundo e situá-lo, através do pensamento, onde houver necessidade.
O SOL NO TRABALHO INDIVIDUAL E DE GRUPO Naquilo que nos diz respeito, basta-nos iluminar a nossa família interior, a nossa própria humanidade; assim como devemos fazê-lo relativamente à família exterior, do mesmo modo se deve proceder em relação à família interior dentro de nós próprios.
Fazei o exercício que consiste em instalar e acender lâmpadas dentro de vós, por toda a parte. Quando algo vos estorva – um pensamento, um desejo ou qualquer outra coisa – acendei lâmpadas por toda a parte. Dizei: “O SOL meu vem socorrer-me, há por aqui ladrões.”
Quando se está reunido em grupo, pode-se formar a imagem de um Sol no centro do grupo. Quando conseguirdes ver o Sol no centro do vosso grupo, quando conseguirdes fazer este trabalho com muita força, podeis fazer um outro que consiste no seguinte: se alguém está doente, colocai a pessoa no meio do grupo e formai a imagem do Sol..veres os efeitos que produz.
Pode-se, até, imaginar que o Sol se encontra quer na cabeça, quer no peito, e manter a imagem irradiante do Sol nesse locais. Deste modo, seja qual for a circunstância, podemos passear o Sol em nós.
Se, devido ao facto de se viver num local sombrio, ou por qualquer outra razão, nõ se puder ver e respirar o Sol ou se não se puder ir assistir ao nascer do sol, podemos pensar no SOL, na sua Luz, e imaginar as diferentes cores do espectro, mergulhar nelas, impregnar-nos delas. Isso basta para quem não puder ver fisicamente a luz.
Aliás, devemos pensar no Sol com muita frequência, pensar nas suas cores, pensar no seu nascer. Imaginai o astro surgindo no horizonte, vermelho, depois laranja, num grande esplendor. Trata-se de um exercício importante que pode substituir o nascer do Sol físico para quem não possa ir lá assistir, se essas pessoas souberem concentrar-se com força.
Para os verdadeiros discípulos, existem sempre meios.
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Ensinamentos retirados da internet:
O nascer do sol e o despertar da consciência
« Vós ides meditar de manhã ao nascer do sol, mas este exercício não vos trará grande coisa se não vos preparardes para ele logo desde a véspera. E, sobretudo, quando começais a caminhar para ir ao encontro da aurora deveis ter bem presente na vossa cabeça e no vosso coração a convicção de que ides não só assistir, mas também participar nesse acontecimento formidável que ocorre no Universo.
O que há de mais belo e mais essencial do que o nascimento do dia?
Vós direis que a vossa presença não mudará nada nisso, pois o sol nascerá quer estejais lá, quer não. É certo, o sol não precisa de vós para nascer.
Mas para vós é que é importante, pois existe uma relação entre os acontecimentos da Natureza e os da vossa vida interior. Quando souberdes como olhar o sol nascente, no instante em que surge o primeiro raio sentireis todas as forças puras e luminosas que entram em acção e compreendereis como é importante trabalhar com elas para que o dia nasça também na vossa consciência. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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O nascer do sol, fonte de alimentação
« Está escrito no ZendAvesta que, quando Zaratustra perguntou ao deus Ahura Mazda como se alimentava o primeiro homem, este respondeu-lhe:
"Ele comia fogo e bebia luz."
Então, porque é que também nós não havemos de aprender a comer fogo e a beber luz para voltarmos à perfeição do primeiro homem?
Vós direis que isso não é possível. Sim, é possível.
Vós estais ao nascer do sol: esperais pelo primeiro raio permanecendo vigilantes, atentos... Assim que esse primeiro raio aparece, pensai que o absorveis, que o engolis. Em vez de apenas olhardes para o sol, vós bebei-lo, comei-lo, e imaginais que essa luz que é viva se propaga em todas as células dos vossos órgãos e as purifica, as reforça, as vivifica. Não só este exercício vos ajuda a concentrardes-vos, mas também vós sentis todo o vosso ser estremecer e iluminar-se, porque vós conseguis absorver verdadeiramente a luz.... »
Omraam Mikhael Aivanhov
***
« Na Grécia chamam-lhe a ambrósia, na Índia o soma, os alquimistas chamam-lhe o elixir da vida imortal... Todas as culturas mencionaram a existência de uma bebida de imortalidade e dizem como prepará-la.
Na realidade, essa bebida existe na Natureza, mas, evidentemente, não é em qualquer lugar, ela só pode ser encontrada nas regiões mais subtis, mais puras, e em certos momentos particulares, como o nascer do sol.
O nascer do sol é o momento mais favorável do dia para beber essa ambrósia que o sol distribui por todo o Universo e cujas partículas são recolhidas por todas as criaturas vivas, pelos rochedos, pelas plantas, pelos animais e pelos os humanos. A verdadeira bebida da imortalidade é a luz, e ao nascer do sol vós podeis captar essa luz para com ela alimentar os vossos corpos subtis. »
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Omraam Mikhael Aivanhov
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« Na mitologia, a Fénix é a ave da Arábia que, periodicamente, se colocava numa fogueira de plantas aromáticas, lançava fogo a ela própria, se consumia e depois renascia das suas cinzas. Por isso é que ela se tornou o símbolo dos seres mais evoluídos que, conhecendo as leis da vida imortal, são capazes de se renovar incessantemente. Esses seres tomaram como modelo o sol.
Todos aqueles que aspiram à vida imortal, que é a verdadeira vida espiritual e não um prolongamento sem fim da vida física, devem ir junto do sol. Só o sol pode ensinar-lhes quais são os elementos que dão a imortalidade e que trabalho se pode fazer com eles. Esses elementos são três: a luz, o calor e a vida. O sol não pára de distribui-los através do espaço como expressão da luz, do calor e da vida divinos.
No dia em que compreenderdes esta verdade e vos preparardes para assistir ao nascer do sol como um acontecimento que ultrapassa todos os outros bebereis o sol, alimentar-vos-eis do sol e tornar-vos-eis imortais, porque sabereis renovar-vos. »
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Omraam Mikhael Aivanhov
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O sol, espírito vivente
« Vós dizeis que amais o sol, que necessitais dele. Mas quando é que ides vê-lo e expor-vos aos seus raios?...
É de manhã cedo, quando ele nasce, que podeis descobrir o sol em todo o seu esplendor, em todo o seu significado.
Para assistirdes ao nascer do sol nas melhores condições, pensai em preparar-vos na véspera: fazer uma refeição ligeira, ir para a cama cedo, mas também não vos envolverdes em ocupações ou discussões que continuarão a perseguir-vos no dia seguinte mesmo sem quererdes.
Quando souberdes olhar o sol com um pensamento liberto, livre, sentireis que entrais em contacto com ele, com o seu espírito, e que absorveis os seus raios como outros tantos germes de vida. Quando começardes a respirar e a beber a vida do sol, tudo muda: a vossa alma abre-se, uma fonte jorra, vós impregnais-vos do esplendor da aurora. Algo da pura luz na qual vos banhais penetra-vos pouco a pouco e vós desejais espalhar por toda a parte essas bênçãos para que todos os seres experimentem essa mesma felicidade. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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« O sol projecta partículas de uma grande pureza por todo o espaço. E se vós souberdes como concentrar-vos nele, conseguireis eliminar do vosso organismo toda a espécie de matérias já gastas para as substituir por essas partículas novas, vivas, luminosas.
Eis um exercício extremamente útil que podeis fazer de manhã quando meditais no nascer do sol: com todo o vosso coração, toda a vossa alma, tentai captar essas partículas divinas e colocá-las em vós; deste modo, pouco a pouco renovareis a matéria do vosso ser, pensareis e agireis como um filho de Deus, graças ao sol. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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Tudo está no Sol: a saúde, a riqueza e a felicidade da humanidade.
*O sol é a imagem mais perfeita de Deus. Mas, apesar desta perfeição, ele é só uma forma, e é preciso ir mais longe para procurar Deus além dessa forma.
Deus deve sempre ser procurado para além das formas.
Sendo assim, ao olhar o sol, esforçai-vos por sentir que estais perante o melhor representante de Deus que tendes na face da terra. Esta sensação contribuirá para elevar todas as vibrações do vosso ser. Todos os elementos, em vós, serão exaltados, sereis projectados para as regiões superiores do espaço e mesmo a noção de tempo será abolida. Vivereis na eternidade, como Deus. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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« Quando olhais o sol, centro do nosso sistema solar, procurai reencontrar o centro em vós, o vosso espírito, que é omnipotência, sabedoria, omnisciência, amor universal, e aproximai-vos dele em cada dia. Enquanto permanecerdes separados do centro, sereis sempre atirados de um lado para o outro como uma bola, estareis à mercê das correntes mais desordenadas e contraditórias. Vós dir-me-eis, evidentemente, que as tarefas da vida quotidiana vos obrigam a deixar o centro para prosseguir as vossas actividades na periferia. Sim, há que afastar-se do centro, uma vez que é necessário, mas isso não significa que se deve cortar a ligação com ele. Pelo contrário, quanto mais actividades se tem no mundo (a periferia), mais se deve reforçar a ligação com o centro, com o Espírito, pois é deste centro que nós recebemos a energia, a luz e a paz de que necessitamos para levar a bom porto todos os nossos empreendimentos. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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O discípulo da Fraternidade Branca Universal não pode ter horizontes estreitos, não pode ficar limitado, deve desenvolver-se em todos os domínios. Deve agir com um desinteresse absoluto: eis o Karma-yoga. Deve procurar Deus, amá-lo e adorá-lo: eis o Bhakti-yoga. Deve meditar, deve concentrar-se para conseguir dominar-se e governar o imenso povo que são as suas células- é o Radja-yoga. Quando está sentado em meditação ou executa os movimentos da nossa ginástica ou os da paneuritmia, isso é, se quisermos, Hatha-yoga! ele projecta luz e cores, rodeia-se de uma aura luminosa: eis o Kriya-yoga. Concentra-se no fogo e dá-lhe a possibilidade de queimar todas as impurezas que nele existem - é o Agni-yoga. Procura incessantemente ser ''mestre do seu verbo'', quer dizer, não pronunciar palavras negativas que podem introduzir a dúvida ou o desalento nos outros, e, pelo contrário, faz esforços para se tornar um creador da nova vida: eis o Chabda-yoga. Finalmente, concentra-se no Sol, ama-o, procura-o, considera-o como uma porta aberta para o Céu, como a manifestação do Cristo, o representante de Deus, e isso é o Surya-yoga. O discípulo que o pratica não rejeita nenhum dos outros yogas, pelo contrário, e torna-se um ser completo, vive na plenitude.
*
Esta parte de nós mesmos , esta entidade que habita no Sol, é o nosso Eu Superior. O nosso Eu Superior não habita no nosso corpo físico, senão ele realizaria aí prodígios. Somente de tempos a tempos vem tomar contacto com nosso cérebro, mas como este não está ainda preparado para pôr-se em uníssono com ele, nem tão pouco para suportar as suas vibrações, o Eu Superior não pode manifestar-se. O Eu Superior trabalha o cérebro, e no dia em que este estiver capaz de abrigá-lo, ele instalar-se-á no homem.
*
O nosso Eu Superior é o próprio Deus, uma parte de Deus; é por isso que nas regiões superiores nós somos o próprio Deus, porque fora de Deus nada existe. Deus manifesta-se através da criação e das criaturas, e nós somos, portanto, uma parcela d'Ele, não existimos separados d'Ele. A verdadeira ilusão é a de nos julgarmos separados.
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recolhido por João Silva (grata!)
Desejais uma filosofia muito profunda, mas procurai-la nos livros e por isso continuais a viver nas incertezas. Não chamais o Sol. Ora, há que chamá-lo, dizer-lhe: “Oh meu SOL, vem ajudar-me, que interiormente tenho sido bastante palerma.” E Ele virá, lançará sobre vós uma luz e tudo se esclarecerá.
Quando algo vos estorva – um pensamento, um desejo ou qualquer outra coisa -, acendei dentro de vós, por toda a parte, uma “lâmpada”, e dizei: “ SOL meu, vem socorrer-me, há por aqui ladrões.” Quando uma pessoa tem o Sol em Si, vibra ; não se vê mas sente-se…o bem, a honestidade, etc.., são outros termo para dizer o que acabo de explicar-vos.
Se fordes uma mulher e andardes na rua, pedi ao SOL para vos acompanhar, para vos preservar dos perigos; Ele virá iluminar-vos, proteger-vos.
Eis um exercício que se pode fazer quando se anda na rua, por exemplo; tendes medo de que alguém vos persiga de noite: chamai o SOL; Ele virá, acompanhar-vos-á, e vereis que todos os malfeitores terão medo. Os espíritos que acompanham os criminosos sentirão o SOL, não os próprios criminosos.
E quando ides visitar alguém, em vez de começar a enviar-lhe, à distancia, pensamentos negativos, enviai-lhe o sol, convidai o sol a ir visitar essa pessoa antes de vós.
Como podereis vós convidar o sol a “tomar” o pequeno almoço convosco? Pois preparai tudo o que é necessário e pensai que ele irá.
Ele nasce, ergue-se como rei do mundo, e vereis que ao comer sentireis a sua presença sob a forma de alegria e de leveza.
Se tiverdes reumatismo, ou uma ferida, ou escrófulas, hipocondria, etc. há que expor-se ao Sol, conscientemente, falando-lhe, e o Sol porá um bálsamo nas feridas, depois um penso, isto é, a crosta sob a qual o mal se cura. O Sol porá até um bálsamo nas feridas, depois um penso, isto é, a crosta sob o qual se cura. O Sol fará até uma operação se for necessário. Se tiverdes um tumor que esteja a minar-vos, o Sol dissolvê-lo-á. Ele é o GRANDE MEDICO UNIVERSAL… não existe maior cirurgião do que o SOL: Ele Sara e Cura. CHAMAI-O!
Mas também pode ser perigoso, pelo que há que saber expor-se aos seus raios. Podemos expor-nos completamente nus, mas protegendo sempre a cabeça. E mais vale, ainda, envergar uma roupa muito leve ou feita de folhas, sob a qual se transpire; para tomar um banho de sol desta natureza há que escolher um local que esteja ao abrigo do frio, do vento e das correntes de ar. Por outro lado, as horas favoráveis são as da manhã, antes das 11 horas (para o banho do Sol).
O SOL NA VIDA FAMILIAR E COLECTIVA De igual modo, uma família pode formar um Sol no seu centro e, assim, será como se houvesse uma poderosa lâmpada ao centro das diferentes partes da casa.
Portanto, a primeira coisa a fazer é instalar um pequeno Sol no seio da família, para que ela seja iluminada. Para tal utiliza-se o pensamento. Imagina-se que no centro da fmilia existe uma luz que ilumina dia e noite. Cabeà mãe instalar este Sol, porque ela sabe fazê-lo, ao passo que os outros o ignoram. No entanto, por vezes, é o pai que estará preparadonesta matéria.
Se, numa família, uma mulher que anda sempre em disputas com o marido chama os amigos para estes a apoiarem, pode dar-se o caso de os seus amigos acharem que o marido é melhor do que ela.Mas se, pelo contrário, a mulher chama o Sol, o marido acha-la-á encantadora e tão bela que se interrogará acerca do motivo por que ainda não tinha reparado nisso.
Quando no seio da família surgem as querelas e as dificuldades, por razão não se chama o SOL? Porque é que não se instala o Sol no Centro da Familia? Em seguida, tudo deslizará sobre rodas, toadas as dificuldades desaparecerão, porque o Sol impede os ladrões de entrar. Portanto, para barrar o caminho dos ladrões, há que instalar uma “lâmpada”, há que instalar a Luz: O SOL.
E deve-se fazer o mesmo em relação à sociedade. Instalar um Sol no seio de uma aldeia, uma vila, de uma cidade, de um país, de uma raça…e de toda a Humanidade.
Todas as pessoas podem fazer este exercício de concentração no Sol luminoso que espalha a luz por todo o mundo e situá-lo, através do pensamento, onde houver necessidade.
O SOL NO TRABALHO INDIVIDUAL E DE GRUPO Naquilo que nos diz respeito, basta-nos iluminar a nossa família interior, a nossa própria humanidade; assim como devemos fazê-lo relativamente à família exterior, do mesmo modo se deve proceder em relação à família interior dentro de nós próprios.
Fazei o exercício que consiste em instalar e acender lâmpadas dentro de vós, por toda a parte. Quando algo vos estorva – um pensamento, um desejo ou qualquer outra coisa – acendei lâmpadas por toda a parte. Dizei: “O SOL meu vem socorrer-me, há por aqui ladrões.”
Quando se está reunido em grupo, pode-se formar a imagem de um Sol no centro do grupo. Quando conseguirdes ver o Sol no centro do vosso grupo, quando conseguirdes fazer este trabalho com muita força, podeis fazer um outro que consiste no seguinte: se alguém está doente, colocai a pessoa no meio do grupo e formai a imagem do Sol..veres os efeitos que produz.
Pode-se, até, imaginar que o Sol se encontra quer na cabeça, quer no peito, e manter a imagem irradiante do Sol nesse locais. Deste modo, seja qual for a circunstância, podemos passear o Sol em nós.
Se, devido ao facto de se viver num local sombrio, ou por qualquer outra razão, nõ se puder ver e respirar o Sol ou se não se puder ir assistir ao nascer do sol, podemos pensar no SOL, na sua Luz, e imaginar as diferentes cores do espectro, mergulhar nelas, impregnar-nos delas. Isso basta para quem não puder ver fisicamente a luz.
Aliás, devemos pensar no Sol com muita frequência, pensar nas suas cores, pensar no seu nascer. Imaginai o astro surgindo no horizonte, vermelho, depois laranja, num grande esplendor. Trata-se de um exercício importante que pode substituir o nascer do Sol físico para quem não possa ir lá assistir, se essas pessoas souberem concentrar-se com força.
Para os verdadeiros discípulos, existem sempre meios.
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Ensinamentos retirados da internet:
O nascer do sol e o despertar da consciência
« Vós ides meditar de manhã ao nascer do sol, mas este exercício não vos trará grande coisa se não vos preparardes para ele logo desde a véspera. E, sobretudo, quando começais a caminhar para ir ao encontro da aurora deveis ter bem presente na vossa cabeça e no vosso coração a convicção de que ides não só assistir, mas também participar nesse acontecimento formidável que ocorre no Universo.
O que há de mais belo e mais essencial do que o nascimento do dia?
Vós direis que a vossa presença não mudará nada nisso, pois o sol nascerá quer estejais lá, quer não. É certo, o sol não precisa de vós para nascer.
Mas para vós é que é importante, pois existe uma relação entre os acontecimentos da Natureza e os da vossa vida interior. Quando souberdes como olhar o sol nascente, no instante em que surge o primeiro raio sentireis todas as forças puras e luminosas que entram em acção e compreendereis como é importante trabalhar com elas para que o dia nasça também na vossa consciência. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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O nascer do sol, fonte de alimentação
« Está escrito no ZendAvesta que, quando Zaratustra perguntou ao deus Ahura Mazda como se alimentava o primeiro homem, este respondeu-lhe:
"Ele comia fogo e bebia luz."
Então, porque é que também nós não havemos de aprender a comer fogo e a beber luz para voltarmos à perfeição do primeiro homem?
Vós direis que isso não é possível. Sim, é possível.
Vós estais ao nascer do sol: esperais pelo primeiro raio permanecendo vigilantes, atentos... Assim que esse primeiro raio aparece, pensai que o absorveis, que o engolis. Em vez de apenas olhardes para o sol, vós bebei-lo, comei-lo, e imaginais que essa luz que é viva se propaga em todas as células dos vossos órgãos e as purifica, as reforça, as vivifica. Não só este exercício vos ajuda a concentrardes-vos, mas também vós sentis todo o vosso ser estremecer e iluminar-se, porque vós conseguis absorver verdadeiramente a luz.... »
Omraam Mikhael Aivanhov
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« Na Grécia chamam-lhe a ambrósia, na Índia o soma, os alquimistas chamam-lhe o elixir da vida imortal... Todas as culturas mencionaram a existência de uma bebida de imortalidade e dizem como prepará-la.
Na realidade, essa bebida existe na Natureza, mas, evidentemente, não é em qualquer lugar, ela só pode ser encontrada nas regiões mais subtis, mais puras, e em certos momentos particulares, como o nascer do sol.
O nascer do sol é o momento mais favorável do dia para beber essa ambrósia que o sol distribui por todo o Universo e cujas partículas são recolhidas por todas as criaturas vivas, pelos rochedos, pelas plantas, pelos animais e pelos os humanos. A verdadeira bebida da imortalidade é a luz, e ao nascer do sol vós podeis captar essa luz para com ela alimentar os vossos corpos subtis. »
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Omraam Mikhael Aivanhov
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« Na mitologia, a Fénix é a ave da Arábia que, periodicamente, se colocava numa fogueira de plantas aromáticas, lançava fogo a ela própria, se consumia e depois renascia das suas cinzas. Por isso é que ela se tornou o símbolo dos seres mais evoluídos que, conhecendo as leis da vida imortal, são capazes de se renovar incessantemente. Esses seres tomaram como modelo o sol.
Todos aqueles que aspiram à vida imortal, que é a verdadeira vida espiritual e não um prolongamento sem fim da vida física, devem ir junto do sol. Só o sol pode ensinar-lhes quais são os elementos que dão a imortalidade e que trabalho se pode fazer com eles. Esses elementos são três: a luz, o calor e a vida. O sol não pára de distribui-los através do espaço como expressão da luz, do calor e da vida divinos.
No dia em que compreenderdes esta verdade e vos preparardes para assistir ao nascer do sol como um acontecimento que ultrapassa todos os outros bebereis o sol, alimentar-vos-eis do sol e tornar-vos-eis imortais, porque sabereis renovar-vos. »
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Omraam Mikhael Aivanhov
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O sol, espírito vivente
« Vós dizeis que amais o sol, que necessitais dele. Mas quando é que ides vê-lo e expor-vos aos seus raios?...
É de manhã cedo, quando ele nasce, que podeis descobrir o sol em todo o seu esplendor, em todo o seu significado.
Para assistirdes ao nascer do sol nas melhores condições, pensai em preparar-vos na véspera: fazer uma refeição ligeira, ir para a cama cedo, mas também não vos envolverdes em ocupações ou discussões que continuarão a perseguir-vos no dia seguinte mesmo sem quererdes.
Quando souberdes olhar o sol com um pensamento liberto, livre, sentireis que entrais em contacto com ele, com o seu espírito, e que absorveis os seus raios como outros tantos germes de vida. Quando começardes a respirar e a beber a vida do sol, tudo muda: a vossa alma abre-se, uma fonte jorra, vós impregnais-vos do esplendor da aurora. Algo da pura luz na qual vos banhais penetra-vos pouco a pouco e vós desejais espalhar por toda a parte essas bênçãos para que todos os seres experimentem essa mesma felicidade. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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« O sol projecta partículas de uma grande pureza por todo o espaço. E se vós souberdes como concentrar-vos nele, conseguireis eliminar do vosso organismo toda a espécie de matérias já gastas para as substituir por essas partículas novas, vivas, luminosas.
Eis um exercício extremamente útil que podeis fazer de manhã quando meditais no nascer do sol: com todo o vosso coração, toda a vossa alma, tentai captar essas partículas divinas e colocá-las em vós; deste modo, pouco a pouco renovareis a matéria do vosso ser, pensareis e agireis como um filho de Deus, graças ao sol. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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Tudo está no Sol: a saúde, a riqueza e a felicidade da humanidade.
*O sol é a imagem mais perfeita de Deus. Mas, apesar desta perfeição, ele é só uma forma, e é preciso ir mais longe para procurar Deus além dessa forma.
Deus deve sempre ser procurado para além das formas.
Sendo assim, ao olhar o sol, esforçai-vos por sentir que estais perante o melhor representante de Deus que tendes na face da terra. Esta sensação contribuirá para elevar todas as vibrações do vosso ser. Todos os elementos, em vós, serão exaltados, sereis projectados para as regiões superiores do espaço e mesmo a noção de tempo será abolida. Vivereis na eternidade, como Deus. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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« Quando olhais o sol, centro do nosso sistema solar, procurai reencontrar o centro em vós, o vosso espírito, que é omnipotência, sabedoria, omnisciência, amor universal, e aproximai-vos dele em cada dia. Enquanto permanecerdes separados do centro, sereis sempre atirados de um lado para o outro como uma bola, estareis à mercê das correntes mais desordenadas e contraditórias. Vós dir-me-eis, evidentemente, que as tarefas da vida quotidiana vos obrigam a deixar o centro para prosseguir as vossas actividades na periferia. Sim, há que afastar-se do centro, uma vez que é necessário, mas isso não significa que se deve cortar a ligação com ele. Pelo contrário, quanto mais actividades se tem no mundo (a periferia), mais se deve reforçar a ligação com o centro, com o Espírito, pois é deste centro que nós recebemos a energia, a luz e a paz de que necessitamos para levar a bom porto todos os nossos empreendimentos. »
Omraam Mikhael Aivanhov
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O discípulo da Fraternidade Branca Universal não pode ter horizontes estreitos, não pode ficar limitado, deve desenvolver-se em todos os domínios. Deve agir com um desinteresse absoluto: eis o Karma-yoga. Deve procurar Deus, amá-lo e adorá-lo: eis o Bhakti-yoga. Deve meditar, deve concentrar-se para conseguir dominar-se e governar o imenso povo que são as suas células- é o Radja-yoga. Quando está sentado em meditação ou executa os movimentos da nossa ginástica ou os da paneuritmia, isso é, se quisermos, Hatha-yoga! ele projecta luz e cores, rodeia-se de uma aura luminosa: eis o Kriya-yoga. Concentra-se no fogo e dá-lhe a possibilidade de queimar todas as impurezas que nele existem - é o Agni-yoga. Procura incessantemente ser ''mestre do seu verbo'', quer dizer, não pronunciar palavras negativas que podem introduzir a dúvida ou o desalento nos outros, e, pelo contrário, faz esforços para se tornar um creador da nova vida: eis o Chabda-yoga. Finalmente, concentra-se no Sol, ama-o, procura-o, considera-o como uma porta aberta para o Céu, como a manifestação do Cristo, o representante de Deus, e isso é o Surya-yoga. O discípulo que o pratica não rejeita nenhum dos outros yogas, pelo contrário, e torna-se um ser completo, vive na plenitude.
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Esta parte de nós mesmos , esta entidade que habita no Sol, é o nosso Eu Superior. O nosso Eu Superior não habita no nosso corpo físico, senão ele realizaria aí prodígios. Somente de tempos a tempos vem tomar contacto com nosso cérebro, mas como este não está ainda preparado para pôr-se em uníssono com ele, nem tão pouco para suportar as suas vibrações, o Eu Superior não pode manifestar-se. O Eu Superior trabalha o cérebro, e no dia em que este estiver capaz de abrigá-lo, ele instalar-se-á no homem.
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O nosso Eu Superior é o próprio Deus, uma parte de Deus; é por isso que nas regiões superiores nós somos o próprio Deus, porque fora de Deus nada existe. Deus manifesta-se através da criação e das criaturas, e nós somos, portanto, uma parcela d'Ele, não existimos separados d'Ele. A verdadeira ilusão é a de nos julgarmos separados.
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recolhido por João Silva (grata!)
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